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Língua Portuguesa

Sujeito e predicado: guia completo para o 7º ano

Entenda como localizar o sujeito e o predicado nas orações e reconheça suas principais classificações. O guia traz exemplos, comparações e dicas de análise.

Por Stefano Barcellos

Publicado em · 8 min de leitura ·Ensino fundamental II

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Sujeito e predicado no 7º ano são termos essenciais da oração: o sujeito é o termo sobre o qual se declara algo, enquanto o predicado é aquilo que se declara sobre ele. Para analisá-los, é importante localizar primeiro o verbo, pois ele organiza a informação da oração e ajuda a encontrar seus demais termos.

O que são sujeito e predicado

Uma oração normalmente apresenta um verbo ou uma locução verbal. A partir desse núcleo verbal, podemos separar duas partes principais. O sujeito é o ser, objeto, ideia ou elemento de que se fala. Já o predicado contém a informação dada a respeito do sujeito e sempre possui um verbo.

Na oração “Os estudantes realizaram a atividade”, o grupo “Os estudantes” é o sujeito, porque a informação se refere a ele. “Realizaram a atividade” é o predicado, pois informa a ação praticada pelos estudantes. O verbo “realizaram” concorda com o núcleo do sujeito, “estudantes”.

Nem sempre o sujeito aparece no início. Em “Chegaram cedo os convidados”, o sujeito é “os convidados”, embora venha depois do verbo. Portanto, posição não basta para identificar a função sintática: é necessário compreender a relação entre os termos da oração.

Ideia central: procure o verbo e pergunte quem ou o que se relaciona a ele. A resposta tende a indicar o sujeito; o restante da oração forma o predicado.

Como identificar sujeito e predicado

O primeiro passo da análise é encontrar o verbo ou a locução verbal. Uma locução verbal tem dois ou mais verbos com valor de uma ação ou estado, como em “A turma vai apresentar o trabalho”. Nesse caso, “vai apresentar” deve ser entendido como um conjunto verbal.

Depois, faça uma pergunta ao verbo: “quem é que...?” ou “o que é que...?”. Em “A biblioteca recebeu novos livros”, pergunta-se: “Quem recebeu novos livros?”. A resposta é “A biblioteca”, que funciona como sujeito. O restante, “recebeu novos livros”, é o predicado.

Esse procedimento precisa ser usado com sentido. Em “No pátio brincavam as crianças”, a pergunta “Quem brincava?” leva a “as crianças”. A expressão “No pátio” indica lugar e pertence ao predicado; ela não é sujeito.

  • Localize o verbo ou a locução verbal.
  • Observe com quem ou com o que o verbo concorda.
  • Pergunte quem ou o que pratica, sofre ou apresenta o estado indicado.
  • Separe o sujeito e considere como predicado a informação restante.

Tipos de sujeito

O sujeito pode ser classificado conforme seu núcleo, isto é, a palavra mais importante do grupo que exerce essa função. Conhecer os tipos ajuda a explicar como ocorre a concordância verbal.

TipoCaracterísticaExemplo
SimplesTem um núcleo.“A professora explicou a matéria.”
CompostoTem dois ou mais núcleos.“João e Marina chegaram cedo.”
OcultoNão aparece escrito, mas é identificado pela forma verbal ou pelo contexto.“Terminamos o cartaz.”
IndeterminadoExiste, mas não se pode ou não se quer identificar quem é.“Disseram que haverá prova.”

Sujeito simples e sujeito composto

O sujeito simples possui apenas um núcleo, mesmo quando apresenta muitas palavras. Em “As antigas árvores da praça caíram”, o sujeito é “As antigas árvores da praça”, mas seu núcleo é somente “árvores”. Já em “O diretor e os professores organizaram o evento”, há dois núcleos, “diretor” e “professores”; por isso, o sujeito é composto.

Sujeito oculto

O sujeito oculto, também chamado de desinencial, não está expresso na oração, mas pode ser recuperado. Em “Estudamos para a avaliação”, a terminação do verbo indica a primeira pessoa do plural: o sujeito é “nós”. Em um texto, ele também pode ser compreendido pelo que foi mencionado antes: “Carla pegou o livro e começou a lê-lo.” Na segunda oração, o sujeito oculto é “Carla”.

Tipos de predicado

Os tipos de predicado dependem da informação predominante e do papel do verbo. Eles podem ser verbais, nominais ou verbo-nominais. A classificação exige atenção ao sentido da oração, e não apenas à quantidade de palavras.

Predicado verbal

No predicado verbal, o núcleo é um verbo significativo, isto é, um verbo que expressa uma ação, um fenômeno ou um acontecimento. Em “Os atletas treinaram no ginásio”, o predicado é “treinaram no ginásio”, e o verbo “treinaram” é seu núcleo. A informação principal é a ação realizada.

Predicado nominal

No predicado nominal, o núcleo é um nome, geralmente um adjetivo ou substantivo, chamado de predicativo do sujeito. O verbo funciona como ligação entre o sujeito e uma característica ou estado. Em “A sala está silenciosa”, “está silenciosa” é o predicado nominal; “está” é verbo de ligação e “silenciosa” é o predicativo do sujeito.

Predicado verbo-nominal

O predicado verbo-nominal possui dois núcleos: um verbo significativo e um nome que atribui uma característica ao sujeito ou ao objeto. Em “Os alunos saíram animados”, há a ação de sair e a característica “animados”, referente aos alunos. Assim, o predicado “saíram animados” é verbo-nominal.

Compare: “Os alunos saíram” apresenta predicado verbal. Em “Os alunos estavam animados”, há predicado nominal. Em “Os alunos saíram animados”, os dois sentidos aparecem juntos.

Casos especiais: sujeito indeterminado e oração sem sujeito

É fundamental não confundir sujeito indeterminado com oração sem sujeito. No sujeito indeterminado, há alguém que realiza a ação, mas não se informa ou não se sabe quem é. Isso ocorre, por exemplo, com verbo na terceira pessoa do plural sem referência clara: “Bateram à porta”. Não sabemos quem bateu.

Outra forma comum usa a partícula “se” com verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação: “Precisa-se de voluntários” e “Vive-se bem aqui”. Nesses casos, não se identifica o responsável pela ação ou pelo estado. O verbo fica na terceira pessoa do singular.

Já a oração sem sujeito apresenta verbo impessoal: não existe um ser sobre o qual se declara algo. O verbo “haver”, com sentido de existir ou ocorrer, é impessoal: “Havia muitas dúvidas”. Também são impessoais o verbo “fazer” ao indicar tempo decorrido, como em “Faz dois anos”, e verbos que indicam fenômenos da natureza, como em “Choveu durante a tarde”.

Atenção: em “Vendem-se apartamentos”, “apartamentos” é sujeito paciente, e o verbo concorda com ele. Já em “Precisa-se de apartamentos”, o sujeito é indeterminado, pois quem precisa não é informado.

Ordem dos termos e concordância

Na ordem mais comum, o sujeito vem antes do predicado: “A equipe venceu o campeonato”. No entanto, a língua permite inversões: “Venceu o campeonato a equipe”. A inversão não altera a função de cada termo. Para evitar enganos, observe a concordância entre o verbo e o núcleo do sujeito.

Com sujeito simples, o verbo concorda com seu núcleo: “A criança brincou”; “As crianças brincaram”. Com sujeito composto, em geral o verbo vai para o plural: “Pedro e Ana pesquisaram o tema”. Essa relação é uma pista importante, mas deve ser analisada junto ao sentido da frase.

Também é preciso distinguir sujeito de vocativo. Em “Alunos, entreguem os trabalhos”, “Alunos” chama os interlocutores; é vocativo. O sujeito de “entreguem” é oculto: “vocês”.

Pontos de revisão

Para reconhecer sujeito e predicado, comece sempre pelo verbo e interprete a oração inteira. O sujeito pode ser simples, composto, oculto ou indeterminado; em algumas orações, porém, não há sujeito. O predicado é verbal quando destaca uma ação, nominal quando destaca uma característica ou estado, e verbo-nominal quando reúne ação e característica.

  1. O predicado sempre contém verbo ou locução verbal.
  2. O núcleo do sujeito orienta a concordância do verbo.
  3. A posição do sujeito pode variar dentro da oração.
  4. Nem toda oração tem sujeito expresso, e algumas não têm sujeito.
  5. Classifique os termos pelo sentido e pela função que exercem, não somente pela posição.

Dúvidas frequentes sobre o tema

Como saber qual é o sujeito de uma oração?

Localize primeiro o verbo e pergunte quem ou o que se relaciona a ele. Observe também qual termo determina a concordância verbal, pois essa relação costuma indicar o núcleo do sujeito.

Todo sujeito fica antes do predicado?

Não. O sujeito pode aparecer antes ou depois do verbo, como em “Chegaram os visitantes”. Ele também pode ficar oculto, sendo identificado pela terminação verbal ou pelo contexto.

Qual é a diferença entre sujeito oculto e sujeito indeterminado?

No sujeito oculto, é possível saber quem realiza a ação, como em “Fomos ao museu”, cujo sujeito é “nós”. No indeterminado, não se identifica quem pratica a ação, como em “Disseram a verdade”.

O que é uma oração sem sujeito?

É uma oração cujo verbo é impessoal e, portanto, não se refere a nenhum sujeito. Isso ocorre, por exemplo, com “haver” no sentido de existir e com “fazer” ao indicar tempo decorrido.

Resumo em imagem

Resumo visual: Sujeito e predicado: guia completo para o 7º ano

Referências

  1. Nova Gramática do Português Contemporâneo — Celso Cunha e Lindley Cintra (2017)
  2. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa — José Carlos de Azeredo (2018)
  3. Base Nacional Comum Curricular — Ministério da Educação (2018)

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Stefano Barcellos

Editor responsável e revisor de conteúdo

Escreve e revisa material didático há mais de dez anos, com foco em ciências da natureza e produção de conteúdo educativo para estudantes do ensino médio e candidatos a vestibulares e ao ENEM.

Formação: Direito pela UCPel

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