Ir para o conteúdo
Matéria Educativa Portal de conteúdo educativo
Matemática

Situações-problema de adição e subtração para o 2º ano

Situações-problema ajudam a compreender quando somar ou subtrair, em vez de apenas aplicar uma conta. Veja estratégias e exemplos adequados ao 2º ano.

Por Stefano Barcellos

Publicado em · 8 min de leitura ·Ensino fundamental I

Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn Telegram E-mail

Ferramentas: Exportar Word

Situações problemas 2 ano adição e subtração são questões em que uma pequena história apresenta uma quantidade inicial, uma mudança ou uma comparação, e o estudante precisa decidir qual cálculo resolve a pergunta. Mais importante do que procurar palavras isoladas é entender o que ocorreu na situação: juntaram-se quantidades, acrescentaram-se elementos, retirou-se algo ou é preciso descobrir quanto falta.

No 2º ano, esse trabalho desenvolve o sentido das operações. A criança aprende que a adição e a subtração não são apenas contas feitas no caderno: elas servem para representar acontecimentos do cotidiano, como organizar figurinhas, contar livros ou comparar quantidades. Desenhos, materiais concretos, registros pessoais e cálculo mental são recursos úteis antes e durante o algoritmo convencional.

O que são situações-problema

Uma situação-problema é uma pergunta matemática inserida em um contexto. Para resolvê-la, não basta reconhecer números: é necessário ler, selecionar informações, perceber a relação entre elas e explicar uma resposta. Por isso, uma mesma operação pode aparecer em enunciados muito diferentes.

Por exemplo, em “Lia tinha 12 lápis e ganhou mais 5”, a quantidade aumenta. Já em “Lia tinha 17 lápis e deu 5 a um colega”, a quantidade diminui. Nos dois casos aparecem os números 12, 5 ou 17, mas o sentido da história é que indica a operação.

Os problemas também podem pedir uma quantidade que não está declarada. Se uma caixa tinha 15 bolas e, depois de algumas serem usadas, ficaram 8, a pergunta “quantas bolas foram usadas?” exige descobrir a parte que falta. A subtração pode representar essa descoberta, mesmo que o texto não use a palavra “tirar”.

Ideia central: ler um problema é perguntar “o que aconteceu com as quantidades?” e “o que preciso descobrir?”. A conta deve ser escolhida depois dessa compreensão.

Como identificar a operação necessária

Palavras como “ganhou”, “a mais”, “perdeu” e “sobraram” podem oferecer pistas, mas não funcionam como regras absolutas. A expressão “quantos a mais” frequentemente pede uma comparação e pode ser resolvida por subtração. Assim, o estudante deve interpretar toda a frase, e não apenas circular uma palavra conhecida.

Quando a adição faz sentido

A adição costuma ser usada quando duas ou mais quantidades são reunidas, quando uma quantidade cresce ou quando se quer saber o total. Em “Há 9 meninos e 11 meninas na turma. Quantos estudantes há ao todo?”, as duas partes formam um todo: 9 + 11.

Quando a subtração faz sentido

A subtração aparece em situações de retirada, de comparação e de descoberta de uma parte desconhecida. Em “Uma turma tem 20 estudantes. Hoje faltaram 3. Quantos vieram?”, parte-se do total e retira-se a quantidade de faltosos: 20 − 3.

Situação apresentadaPergunta comumOperação possível
Juntar dois gruposQuantos há ao todo?Adição
Acrescentar itensCom quantos ficou?Adição
Retirar itensQuantos sobraram?Subtração
Comparar quantidadesQuantos a mais ou a menos?Subtração
Encontrar uma parteQuantos foram usados ou faltam?Subtração ou adição complementar

Uma boa prática é pedir que a criança conte com suas palavras o que entendeu. Se ela consegue dizer “começou com 14, depois recebeu 6 e agora preciso saber o total”, já estabeleceu uma representação adequada para a conta.

Estratégias para resolver no 2º ano

Não há uma única maneira correta de calcular. No início da escolarização, diferentes estratégias mostram como os números são compostos e decompostos. O professor ou responsável pode valorizar o raciocínio apresentado, mesmo quando ele não coincide com o método usado por outra pessoa.

  • Desenhar: fazer riscos, bolinhas ou pequenos desenhos para representar objetos e riscar os que saem.
  • Usar materiais: tampinhas, palitos, botões ou cubinhos permitem juntar, separar e comparar quantidades.
  • Contar para frente: para 13 + 4, começar no 13 e avançar quatro números: 14, 15, 16, 17.
  • Contar para trás: para 18 − 5, partir do 18 e recuar cinco números: 17, 16, 15, 14, 13.
  • Completar dezena: em 8 + 7, acrescentar 2 ao 8 para chegar a 10 e somar os 5 restantes, obtendo 15.
  • Decompor números: em 34 + 12, juntar 30 + 10 e 4 + 2; o resultado é 46.

A reta numérica é especialmente útil. Ela ajuda a visualizar que somar corresponde a avançar e subtrair corresponde a recuar. Também permite resolver comparações: para saber a diferença entre 12 e 18, pode-se contar quantos passos são necessários para ir de 12 até 18.

Registrar o raciocínio é importante. Além da resposta final, o estudante pode escrever a operação, desenhar e formular uma frase de conclusão. Esse registro torna possível conferir se o número encontrado realmente responde ao que foi perguntado.

Tipos de problemas de adição e subtração

Variar os enunciados evita que a criança associe mecanicamente um tipo de texto a uma conta. As situações abaixo trabalham significados diferentes das operações e podem usar números adequados ao que a turma já estudou.

Composição e transformação

Nos problemas de composição, duas partes são reunidas. Exemplo: “Na estante há 16 livros de histórias e 9 livros de poemas. Quantos livros há na estante?” Já nas transformações, uma quantidade muda ao longo do tempo: “Pedro tinha 23 carrinhos e ganhou 4 no aniversário. Com quantos ficou?”

Também é importante apresentar a transformação em sentido contrário: “Havia 27 frutas na cesta. Depois do lanche, restaram 19. Quantas frutas foram comidas?” Nesse caso, a quantidade retirada é desconhecida. A criança pode calcular 27 − 19 ou pensar em quanto falta de 19 para chegar a 27.

Comparação e complementação

Em comparações, duas pessoas ou coleções têm quantidades diferentes. “Bia tem 18 adesivos e Caio tem 11. Quantos adesivos Bia tem a mais?” A resposta não é 29, porque a pergunta não quer o total dos dois; quer a diferença entre as coleções, que é 7.

Na complementação, busca-se quanto falta para alcançar uma quantidade. “A escola pretende plantar 30 mudas e já plantou 24. Quantas mudas ainda faltam?” Pode-se fazer 30 − 24 ou avançar de 24 até 30. As duas estratégias levam a 6.

Exemplos comentados

Exemplo 1: Em uma campanha, a turma arrecadou 18 caixas de leite na segunda-feira e 15 na terça-feira. Quantas caixas foram arrecadadas nos dois dias?

As quantidades de dois dias serão reunidas. Portanto, é uma adição: 18 + 15. Uma forma de calcular é 18 + 10 = 28 e 28 + 5 = 33. Resposta: foram arrecadadas 33 caixas de leite.

Exemplo 2: Uma papelaria tinha 42 cadernos em uma prateleira. Vendeu 16 cadernos. Quantos cadernos ficaram?

Havia uma quantidade inicial e uma parte foi retirada pela venda. A operação é 42 − 16. Pela decomposição, 42 − 10 = 32 e 32 − 6 = 26. Resposta: ficaram 26 cadernos.

Exemplo 3: No pátio, 25 crianças brincavam de corda e 19 jogavam bola. Quantas crianças a mais brincavam de corda?

O enunciado pede comparação, não o total de crianças. É preciso encontrar a diferença: 25 − 19 = 6. Outra possibilidade é pensar: de 19 até 25 faltam 6. Resposta: havia 6 crianças a mais brincando de corda.

Exemplo 4: Marina quer completar um álbum com 40 figurinhas. Ela já colou 28. Quantas figurinhas faltam?

O total desejado é 40 e a parte já obtida é 28. Calcula-se 40 − 28 = 12. Na reta numérica, pode-se avançar 2 passos até 30 e mais 10 até 40. Resposta: faltam 12 figurinhas.

Como estudar e revisar

Para aprender com situações-problema, vale seguir uma rotina simples. Primeiro, leia o texto com calma e identifique a pergunta. Depois, marque os dados importantes, represente a situação com desenhos, materiais ou uma conta e faça o cálculo. Por fim, releia a pergunta e escreva uma resposta completa, incluindo a unidade: livros, pontos, figurinhas ou outro elemento mencionado.

Conferir a resposta ajuda a perceber erros. Se o problema dizia que uma criança tinha 15 objetos e perdeu alguns, o resultado não pode ser maior que 15. Se duas coleções foram juntadas, o total deve ser maior que cada uma delas separadamente. Essas estimativas desenvolvem autonomia e sentido numérico.

Pontos de revisão: adição pode indicar juntar ou acrescentar; subtração pode indicar retirar, comparar ou descobrir quanto falta. Leia o enunciado inteiro, escolha uma representação, calcule e verifique se a resposta atende exatamente à pergunta.

Dúvidas frequentes sobre o tema

Como saber se um problema do 2º ano é de adição ou subtração?

É necessário observar o que ocorre com as quantidades na história. Quando elas são reunidas ou aumentam, a adição costuma ser adequada; quando há retirada, comparação ou falta uma parte, a subtração pode ser usada.

Problemas com a expressão “quantos a mais” são sempre de adição?

Não. Em geral, “quantos a mais” pede a diferença entre duas quantidades, o que costuma ser resolvido com subtração. A pergunta precisa ser interpretada no contexto completo.

A criança pode desenhar para resolver problemas de adição e subtração?

Sim. Desenhos, tampinhas, palitos e a reta numérica são representações importantes no 2º ano. Eles ajudam a visualizar a situação antes de registrar a operação numérica.

Por que é importante escrever uma frase na resposta?

A frase mostra que o estudante relacionou o resultado à pergunta feita. Em vez de escrever apenas “26”, por exemplo, ele pode registrar “Ficaram 26 cadernos na prateleira”.

Resumo em imagem

Resumo visual: Situações-problema de adição e subtração para o 2º ano

Referências

  1. Base Nacional Comum Curricular — Ministério da Educação (2018)
  2. A criança e o número: implicações educacionais — Constance Kamii (1990)
  3. Educação Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: princípios e práticas pedagógicas — Ministério da Educação (2014)

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Stefano Barcellos

Editor responsável e revisor de conteúdo

Escreve e revisa material didático há mais de dez anos, com foco em ciências da natureza e produção de conteúdo educativo para estudantes do ensino médio e candidatos a vestibulares e ao ENEM.

Formação: Direito pela UCPel

Continue estudando

Mais de Matemática