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Matemática

Prisma: exemplos, tipos, elementos e fórmulas

Prismas são sólidos geométricos com duas bases paralelas e congruentes. Veja exemplos, classificações e fórmulas para resolver exercícios.

Por Stefano Barcellos

Publicado em · 9 min de leitura ·Ensino fundamental II e ensino médio

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Prisma é um poliedro que possui duas bases poligonais paralelas e congruentes, unidas por faces laterais que são paralelogramos. Entre os exemplos mais conhecidos estão uma caixa de sapato, um dado em formato alongado e uma barra de cereal retangular. Na geometria espacial, entender os prismas ajuda a calcular áreas e volumes de objetos tridimensionais.

É importante observar que, na linguagem cotidiana, a palavra “prisma” pode designar peças ópticas de vidro. Neste conteúdo, porém, o termo é usado no sentido geométrico. Assim, o foco está nos sólidos delimitados por faces planas, arestas e vértices.

O que é um prisma?

Um prisma é formado pela repetição de um mesmo polígono em dois planos paralelos. Esses polígonos são as bases. Como têm a mesma forma e o mesmo tamanho, dizemos que são congruentes. As faces que conectam uma base à outra são chamadas de faces laterais.

Imagine desenhar um triângulo em uma folha, copiá-lo em outra folha paralela e ligar os vértices correspondentes. O sólido obtido é um prisma triangular. Se o polígono de base for um pentágono, teremos um prisma pentagonal; se for um hexágono, um prisma hexagonal.

Para reconhecer um prisma, procure duas faces iguais, paralelas e situadas em extremos opostos do sólido. Elas determinam o nome do prisma.

Um prisma não deve ser confundido com uma pirâmide. A pirâmide possui apenas uma base e faces laterais triangulares que se encontram em um único vértice, chamado ápice. Já o prisma tem duas bases e não termina em uma ponta.

Elementos de um prisma

Conhecer os elementos do sólido é essencial para interpretar desenhos e aplicar fórmulas. A quantidade de faces, arestas e vértices depende do número de lados do polígono da base.

  • Bases: são os dois polígonos congruentes e paralelos.
  • Faces laterais: unem os lados correspondentes das bases. Em prismas retos, elas são retângulos.
  • Arestas das bases: são os lados dos polígonos que formam as bases.
  • Arestas laterais: ligam os vértices correspondentes de uma base à outra.
  • Vértices: pontos em que as arestas se encontram.
  • Altura: distância perpendicular entre os planos das bases.

Se a base tem n lados, o prisma terá n faces laterais, n + 2 faces no total, 3n arestas e 2n vértices. Por exemplo, um prisma de base hexagonal possui 8 faces, 18 arestas e 12 vértices.

Tipos de prisma e exemplos

Os prismas são classificados principalmente de acordo com o polígono de suas bases. O nome sempre faz referência à base, e não às faces laterais. Um prisma de base triangular, por exemplo, tem três faces laterais.

Tipo de prismaFormato da baseExemplo aproximado
Prisma triangularTriânguloEmbalagem triangular de alimento
Prisma quadrangularQuadriláteroCaixa com base quadrada ou retangular
Prisma pentagonalPentágonoPeça decorativa com seção pentagonal
Prisma hexagonalHexágonoLápis de madeira sem ponta

O paralelepípedo retângulo, muito presente em exercícios, é um prisma quadrangular reto cujas bases são retângulos. Um cubo também é um prisma quadrangular reto, mas apresenta todas as faces quadradas e congruentes. Portanto, todo cubo é um prisma, embora nem todo prisma seja um cubo.

Ao analisar objetos reais, é preciso considerar que eles podem ter detalhes arredondados, furos ou partes curvas. Nesses casos, o objeto apenas se aproxima de um prisma. Em problemas escolares, normalmente se desconsideram essas particularidades para trabalhar com um modelo geométrico idealizado.

Prisma reto e prisma oblíquo

Outra classificação considera a posição das arestas laterais em relação às bases. No prisma reto, as arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases. Por isso, as faces laterais são retângulos. Caixas comuns e tijolos são exemplos de prismas retos.

No prisma oblíquo, as arestas laterais são inclinadas em relação às bases. As bases continuam paralelas e congruentes, mas as faces laterais passam a ser paralelogramos que não são, em geral, retângulos. Um bloco “inclinado”, cuja face superior foi deslocada lateralmente sem mudar de forma, ilustra esse caso.

A altura não deve ser confundida com a medida de uma aresta lateral no prisma oblíquo. A altura é sempre a menor distância, traçada perpendicularmente, entre os planos das bases. Essa distinção é decisiva no cálculo do volume.

Fórmulas de área e volume

Para calcular medidas de um prisma, costuma-se usar a área da base, indicada por Ab, o perímetro da base, indicado por Pb, e a altura, indicada por h. Em textos matemáticos, letras com índice são apenas uma forma de identificar a grandeza a que se referem.

Área lateral e área total

No prisma reto, a área lateral é obtida multiplicando o perímetro da base pela altura: Al = Pb × h. Isso acontece porque, ao “abrir” as faces laterais, elas formam um retângulo cuja base corresponde ao perímetro do polígono de base.

A área total inclui todas as faces do sólido: At = Al + 2Ab. O fator 2 aparece porque o prisma possui duas bases. Em prismas oblíquos, o cálculo da área lateral requer atenção ao formato e às medidas das faces laterais; a expressão com perímetro e altura é aplicada diretamente aos prismas retos.

Volume

O volume de qualquer prisma, reto ou oblíquo, é dado por V = Ab × h. A fórmula relaciona a área ocupada pela base com a distância perpendicular entre as bases. Se as medidas estiverem em centímetros, o volume será expresso em centímetros cúbicos, cm³.

Exemplos resolvidos

Exemplo 1: prisma retangular

Uma caixa tem comprimento de 8 cm, largura de 5 cm e altura de 3 cm. Ela pode ser modelada como um prisma retangular. A área da base é 8 × 5 = 40 cm². Então, seu volume é V = 40 × 3 = 120 cm³.

Para obter a área total, primeiro calculamos o perímetro da base: 2 × (8 + 5) = 26 cm. A área lateral é 26 × 3 = 78 cm². Como as duas bases somam 2 × 40 = 80 cm², a área total é 78 + 80 = 158 cm².

Exemplo 2: prisma triangular

Considere um prisma reto cuja base é um triângulo com base de 6 cm e altura de 4 cm. A altura do prisma é 10 cm. A área triangular vale (6 × 4) ÷ 2 = 12 cm². Portanto, o volume é 12 × 10 = 120 cm³.

Note que a altura do triângulo, usada para achar a área da base, não é a mesma coisa que a altura do prisma. A primeira está no plano da base; a segunda mede a distância entre as duas bases. Diferenciar essas medidas evita erros frequentes.

Como identificar prismas e revisar o conteúdo

Em questões com figuras, comece identificando o polígono das bases. Depois, verifique se as bases são paralelas e iguais e se as faces laterais fazem a ligação entre vértices correspondentes. Só após essa análise escolha a fórmula adequada.

  1. Determine o formato da base e nomeie o prisma.
  2. Separe as medidas da base das medidas da altura do sólido.
  3. Calcule a área da base antes de calcular o volume.
  4. Para a área total, inclua as duas bases e todas as faces laterais.
  5. Confira as unidades: área é dada em unidades quadradas, e volume, em unidades cúbicas.

Em síntese, prismas são poliedros com duas bases congruentes e paralelas. Eles podem ter bases triangulares, quadrangulares, pentagonais ou de outros polígonos, além de serem retos ou oblíquos. A relação mais importante para exercícios é V = Ab × h, sempre usando a altura perpendicular às bases.

Dúvidas frequentes sobre o tema

Qual é a diferença entre prisma e pirâmide?

O prisma tem duas bases congruentes e paralelas, enquanto a pirâmide tem apenas uma base. As faces laterais da pirâmide são triângulos que se encontram no ápice; no prisma, elas unem as duas bases.

O cubo é um prisma?

Sim. O cubo é um prisma quadrangular reto, pois possui duas bases quadradas, paralelas e congruentes. Além disso, suas faces laterais também são quadradas.

Como calcular o volume de um prisma triangular?

Primeiro, calcule a área do triângulo que forma a base. Depois, multiplique essa área pela altura do prisma, isto é, pela distância perpendicular entre as duas bases.

A aresta lateral é sempre igual à altura do prisma?

Não. Isso ocorre nos prismas retos, nos quais as arestas laterais são perpendiculares às bases. Em um prisma oblíquo, a aresta lateral é inclinada e tem medida diferente da altura.

Resumo em imagem

Resumo visual: Prisma: exemplos, tipos, elementos e fórmulas

Referências

  1. A Conquista da Matemática: 8º ano — Editora FTD (2022)
  2. Matemática: Contexto & Aplicações, volume 2 — Editora Ática (2020)
  3. Base Nacional Comum Curricular — Ministério da Educação (2018)
  4. Elementos de Euclides — Euclides (2009)

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Stefano Barcellos

Editor responsável e revisor de conteúdo

Escreve e revisa material didático há mais de dez anos, com foco em ciências da natureza e produção de conteúdo educativo para estudantes do ensino médio e candidatos a vestibulares e ao ENEM.

Formação: Direito pela UCPel

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