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Verb to be: explicação completa de am, is e are

O verb to be é um dos verbos mais usados da língua inglesa. Aprenda seus significados, conjugações e estruturas em frases afirmativas, negativas e interrogativas.

Por Stefano Barcellos

Publicado em · 9 min de leitura ·Ensino fundamental II e ensino médio

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Verb to be é o verbo inglês que geralmente corresponde a “ser” ou “estar” em português. No presente, suas formas principais são am, is e are. Ele é indispensável para falar sobre identidade, profissão, nacionalidade, características, sentimentos, localização e muitas outras situações básicas da comunicação em inglês.

Embora a tradução para o português ajude no início, o mais importante é observar a função do verbo na frase. Em “She is Brazilian”, is significa “é”; em “She is at home”, significa “está”. A forma verbal é a mesma, mas o contexto indica o sentido. Por isso, estudar o to be é também aprender a reconhecer como o inglês organiza as informações.

O que é o verb to be?

Em sua forma básica, ou infinitivo, o verbo é escrito como to be. O termo to costuma aparecer antes de verbos no infinitivo em inglês, como em “I want to be a doctor” (“Eu quero ser médico”). Entretanto, nas frases comuns do presente, usa-se a forma conjugada: am, is ou are.

O verbo to be tem duas funções principais. A primeira é atuar como verbo principal, ligando o sujeito a uma informação sobre ele. Em “The book is interesting”, o verbo liga “the book” à característica “interesting”. A segunda é participar de estruturas verbais, especialmente do presente contínuo: “They are studying now” (“Eles estão estudando agora”). Nesse caso, are acompanha o verbo principal studying.

Em português, também escolhemos entre “ser” e “estar” conforme a ideia. Em inglês, não há dois verbos diferentes para isso no presente: o contexto resolve a interpretação. “He is tired” pode ser traduzido como “Ele está cansado”, enquanto “He is my brother” significa “Ele é meu irmão”.

Atenção: o verbo to be não é usado apenas para apresentar pessoas. Ele aparece em descrições, perguntas, avisos, horários, localização, idade e na formação de alguns tempos verbais.

Formas do verb to be no presente

A escolha entre am, is e are depende do sujeito da oração. Os pronomes pessoais são muito usados para memorizar essa relação, mas substantivos também podem ocupar a posição de sujeito. Assim, “Maria” segue a mesma regra de she, e “my friends” segue a mesma regra de they.

SujeitoForma do verboExemploTradução
IamI am ready.Eu estou pronto(a).
He, she, itisShe is my teacher.Ela é minha professora.
You, we, theyareThey are happy.Eles estão felizes.
Nome singularisLucas is 15.Lucas tem 15 anos.
Nome pluralareMy parents are at work.Meus pais estão no trabalho.

O pronome I, equivalente a “eu”, é sempre escrito com letra maiúscula, mesmo no meio da frase. Ele só é acompanhado de am: “I am a student.” Não se diz “I is” nem “I are”. Já you pode significar “você”, “vocês”, “o senhor” ou “a senhora”, mas em todos esses casos vem com are.

O pronome it costuma se referir a objetos, animais quando o sexo não é relevante, fenômenos da natureza e situações. Por exemplo: “It is cold today” (“Está frio hoje”) e “The computer is new. It is fast” (“O computador é novo. Ele é rápido”).

Como formar frases afirmativas

Na ordem mais comum da frase afirmativa, o sujeito vem antes do verbo to be, seguido pelo complemento. A estrutura é: sujeito + am/is/are + complemento. O complemento pode trazer uma profissão, uma característica, uma idade, um lugar ou outra informação sobre o sujeito.

  • We are classmates. — Nós somos colegas de classe.
  • My city is beautiful. — Minha cidade é bonita.
  • I am 14 years old. — Eu tenho 14 anos.
  • The keys are on the table. — As chaves estão sobre a mesa.

Em inglês, a idade é expressa com o verbo to be, diferentemente do português, que usa “ter”. Portanto, “I am 14 years old” é a forma adequada, e não “I have 14 years”. Essa diferença é frequente entre falantes de português e merece atenção.

Contrações na linguagem cotidiana

Na fala e em textos informais, é muito comum unir o pronome e o verbo com um apóstrofo. Essas formas são chamadas de contrações. I am torna-se I’m; he is, she is e it is tornam-se he’s, she’s e it’s; we are, you are e they are tornam-se we’re, you’re e they’re.

As contrações mantêm o mesmo significado: “She’s at school” e “She is at school” querem dizer “Ela está na escola”. Em exercícios escolares ou produções formais, as duas possibilidades podem ser aceitas quando a instrução não exige uma forma específica. É importante, porém, reconhecer as contrações durante a leitura de diálogos, letras de músicas e textos autênticos.

Forma negativa e interrogativa

Para construir uma frase negativa com to be, acrescenta-se not depois do verbo: sujeito + am/is/are + not + complemento. Em vez de usar verbos auxiliares como do ou does, empregados com muitos outros verbos no presente, o próprio to be recebe a negação.

  • I am not late. — Eu não estou atrasado(a).
  • He is not from Canada. — Ele não é do Canadá.
  • We are not at the museum. — Nós não estamos no museu.

Também há contrações negativas. As mais comuns são isn’t para is not e aren’t para are not. Com I am not, a forma I’m not é usual; a contração “amn't” não é empregada no inglês padrão. Compare: “She isn’t nervous” e “They aren’t here”.

Nas perguntas, o verbo passa para antes do sujeito: am/is/are + sujeito + complemento? A resposta curta repete o verbo, sem necessidade de repetir toda a informação. Observe os exemplos:

  1. Are you hungry? — Yes, I am. / No, I’m not.
  2. Is Pedro your friend? — Yes, he is. / No, he isn’t.
  3. Are they at home? — Yes, they are. / No, they aren’t.

Em questões com palavras interrogativas, a palavra vem primeiro: “Where are your books?” (“Onde estão seus livros?”), “How old is she?” (“Quantos anos ela tem?”) e “Why are you sad?” (“Por que você está triste?”). A inversão entre verbo e sujeito continua ocorrendo.

Principais usos do verbo to be

Memorizar as formas é necessário, mas saber identificar os usos torna o aprendizado mais consistente. O to be aparece em contextos muito recorrentes, especialmente em descrições e apresentações pessoais. Veja alguns deles:

  • Identidade e relações: “I am Ana.”; “They are brothers.”
  • Nacionalidade e origem: “She is Brazilian.”; “We are from Recife.”
  • Profissão e ocupação: “My uncle is an engineer.”
  • Características e estados: “The test is difficult.”; “I am tired.”
  • Localização: “The students are in the library.”
  • Dia, data e clima: “It is Monday.”; “It is sunny today.”

Há uma regra importante antes de profissões no singular: normalmente se usa o artigo a ou an. Dizemos “She is a dentist” e “He is an actor”. A escolha entre os artigos depende do som inicial da palavra seguinte: an é usado antes de som vocálico, como em actor.

O to be no presente contínuo

Quando descreve uma ação em andamento, o to be é seguido por um verbo terminado em -ing. A estrutura é sujeito + am/is/are + verbo com -ing. Em “They are playing soccer”, a ideia é “Eles estão jogando futebol”. O verbo principal é play, enquanto are ajuda a formar o tempo verbal.

Essa construção geralmente se refere a algo que está acontecendo agora ou em torno do momento da fala: “I am studying for the exam” e “The children are sleeping”. Não se deve usar apenas “They playing soccer”, pois a frase precisa da forma adequada do to be.

Erros comuns e como evitá-los

Um erro comum é escolher o verbo pela palavra que está mais perto dele, e não pelo sujeito. Em “My friends are happy”, o sujeito é plural, por isso se usa are. Já em “The list of names is long”, o núcleo do sujeito é “list”, singular; portanto, a forma correta é is.

Outro problema é traduzir cada palavra de modo automático. Como “I am hungry” significa “Estou com fome”, não é necessário colocar uma palavra equivalente a “com” em inglês. Da mesma forma, idade pede to be, e não have. A prática com frases completas ajuda a perceber essas diferenças estruturais.

Também é incorreto usar do ou does em perguntas que já possuem to be. Em vez de “Do you are ready?”, a forma correta é “Are you ready?”. E, na negativa, dizemos “She is not here”, não “She does not be here”.

Para conferir uma frase, localize primeiro o sujeito. Depois, decida se ele corresponde a I, he, she, it, you, we ou they. Só então escolha am, is ou are.

Revisão: pontos essenciais

O verb to be é uma base da gramática inglesa porque permite apresentar pessoas, descrever lugares e características, informar estados e criar o presente contínuo. No presente, a associação central é simples: I am, he/she/it is e you/we/they are.

Para revisar, lembre-se de que as afirmativas seguem a ordem sujeito + verbo; as negativas recebem not após o verbo; e as perguntas trocam a posição do verbo e do sujeito. Leia exemplos, transforme uma frase afirmativa em negativa e interrogativa e observe as contrações. Essas etapas desenvolvem segurança para compreender e produzir frases em diferentes contextos.

Dúvidas frequentes sobre o tema

Qual é o significado de verb to be?

Verb to be significa, em geral, “ser” ou “estar”. O sentido exato depende do contexto: em “He is a student”, equivale a “é”; em “He is tired”, equivale a “está”.

Quando usar am, is e are?

Use am apenas com I. Use is com he, she, it e sujeitos no singular; use are com you, we, they e sujeitos no plural. A forma correta depende do sujeito da frase.

Como fazer perguntas com o verbo to be?

Basta colocar am, is ou are antes do sujeito. Por exemplo, “She is at home” transforma-se em “Is she at home?”. Nas respostas curtas, repete-se o verbo: “Yes, she is” ou “No, she isn’t”.

Por que a idade usa verb to be em inglês?

O inglês expressa idade com a estrutura “to be + número + years old”. Por isso, “I am 16 years old” significa “Eu tenho 16 anos”. A construção com have, comum em português, não é adequada para indicar idade em inglês.

Resumo em imagem

Resumo visual: Verb to be: explicação completa de am, is e are

Referências

  1. English Grammar in Use — Cambridge University Press, Raymond Murphy (2019)
  2. A Practical English Grammar — Oxford University Press, Audrey Jean Thomson e Agnes V. Martinet (1986)
  3. Base Nacional Comum Curricular: Educação é a Base — Ministério da Educação (2018)

Sobre o autor

Stefano Barcellos

Stefano Barcellos

Editor responsável e revisor de conteúdo

Escreve e revisa material didático há mais de dez anos, com foco em ciências da natureza e produção de conteúdo educativo para estudantes do ensino médio e candidatos a vestibulares e ao ENEM.

Formação: Direito pela UCPel